Praça Cel. Paiva Gonçalves 1ª Parte (Por Gilberto Braga Machado)

Terça-feira, 23 de fevereiro de 2016, às 13h10.
Praça Cel Paiva Gonçalves

Por Gilberto Braga Machado

Escritor e Presidente da Academia de Letras de Mimoso do Sul

Foto: Renato Pires Mofati

Praça Cel. Joaquim Paiva Gonçalves – Primeira Parte

Na praça central da vetusta Mimoso do Sul(ES), desembocam diversas ruas, e uma delas é a rua do Quartel, atual Presidente Vargas. Da esquina da rua Vasco Fernandes Coutinho – prestigiando o donatário incompetente da capitania do Espírito Santo, pois somente São Vicente e Piratininga, prosperaram – se eu fosse rei homenagearia – anulando a rua Vasco Fernandes Coutinho – e modificaria para Rua Narciso Zigoni.

Ele foi um eletricitário que com sabedoria, retornava a energia quando ocorriam descargas elétricas avariando os transformadores. Ligava e desligava diariamente as luzes na subestação (vizinha da sua própria casa). Ou seja, estava sempre de sobreaviso, graciosamente. Em frente a essa mesma residência – a coiffeur – Mulatinha, que produzia milagres cuidando da estética das moçoilas e senhoras. Mãe de muitos filhos, contudo o mais popular foi Brunzinho – Domingos Brum – que namorou Lourdes Fontanella, mas casou-se para sempre com Isolina.

O tenente Anésio (herói da Segunda Guerra 1939-1945) me faz rememorar o Cuca, Sândalo, Cauby, Araí, Itu e as meninas. Eram bons camaradas nas farras possíveis no espaço e no tempo. Ciro Nogueira e Tereza tendo à frente o primogênito Nogueira, sábio e simples, e os irmãos Rogério (Louro) José Carlos (Zebu) e Regina.

De frente para os Nogueira, o Zezinho dentista, com muitos filhos, e me lembro da Rosa Castro, pois estudamos na única instituição pública de segundo grau, da cidade. Ainda na mesma rua, o meu colega dos bancos escolares – Manoel – filho de Maneco Miranda, e filhos(as), como a Maria Teresa, Sérgio Puxada e Ângela. Turene e Jussara Cysne, o pai Cleval, e a mãe a abnegada Abgail Cysne.

O vizinho Satamini, no quintal uma fruta quase desaparecida – o tamarino – e ao lado a residência do ypiranguista Primo Netto e Zoraide professora de escol, e filhos da magnitude do meu amigo Ricardo, Luis Henrique, Lucinha casada com Giovani, Beatriz, Denise e Geisa. Mestra Lenira Cysne casada com William Cheibub, com os filhos Klinger Cheibub e Eubéa.

O casal José Lopes e Nair Campelo Lopes, e filhas: Rayra, Mariceli, Marluce e Marici. Vanda e Weston Moreira, pais de Eliane de boa lembrança, com quem estudei parcos anos no Colégio Estadual Mons. Elias Tommasi. Maria Cristina, era a Kiki, de convivência maior no aprendizado formal. Kátia do Moreno, participava dos jogos de vôlei na área interna da agência do Banco do Brasil.

Era uma turma animada. No sobrado esquina com a Ladeira da Igualdade – indicação da rua que conduz ao cemitério local – Paulo Alberto – Artur da Távola – dizia ter sido essa escolha uma indicação filosoficamente correta. Stela Tugnoli morava no grande sobrado, com irmãos solteiros. Em frente o Cine Teatro São José (inaugurado em 1953), com 220 lugares originalmente.

Na esquina à direita em frente à Arca de Noé – leia-se Michel, Jorge e Demétrio – o Bar Santa Terezinha do Antonio Velasque, pai do craque do Independente Atlético Clube, o professor Carlito Velasque, Marlene, Lucia e avô do Professor Diógenes, casado com Mara. Os Noé eram irmãos de origem sírio e libanêsa. Foram comerciantes que interagiam com sociedade, apoiando as manifestações desde o carnaval até ao futebol.

O Bar Guarani na parede frontal, na parte de cima, havia um grande relógio, e uma estatueta de madeira de um cacique Puri) esse bar era do Idalécio Balzana que vive em Macaé(RJ). Na parte de cima do Bar Guarani, o hotel que hospedou John William Breen Jr, um texano de Houston que trabalhava pela Aliança para o Progresso (Peace Corps) programa do governo do J.F.Kennedy ( 1917/1963). Um gringo muito legal, tocava bossa-nova no violão dele.

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