Praça Cel. Joaquim Paiva Gonçalves – 3ª parte (Por Gilberto Braga Machado)

Quinta-feira, 03 de março de 2016, às 13h40.
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Por Gilberto Braga Machado

Escritor e Presidente da Academia de Letras de Mimoso do Sul

No grande sobrado da Praça principal, morava Caruso Cysne, e quase sempre estava de óculos escuros. Dessa família, recordo-me de Laila, Penha e José Arimatéia. O sucessor do imóvel foi Zehy Ayub e a esposa, Professora Aélia, que por lá residiram com os filhos Zehyzinho, Ana Lúcia, Xanda (um dos maiores craques do futebol capixaba), Álvaro, Paulinho (poeta dos mais sensíveis) Deco e Andrea casada com o amigo Tinga. Zehy de saudosa memória era amigo do meu pai.

Embaixo a barbearia do elegante libanês Mileto. “A Nossa Casa” era do pai do José Teófilo – o inolvidável – Pingo d’Água. A loja “Casas Franklin” quando inventava a Queima Total, era uma festa. Sob a gerência do José, pai de José Antonio, Plínio, José Maria e Maria José. Hoje a semântica mudou de queima para promoção ou para o neologismo outlet. Do outro lado da rua a casa dos Abreu, tendo a Professora Marieta Abreu como o maior símbolo do clã desse coletivo. Olímpio José de Abreu, conquistou o cargo de Prefeito, Secretário de Estado da Cultura (ES) e por último conselheiro do CADE – Conselho da Administração e Defesa da Economia.

A família é oriunda das alterosas mineiras e se estabeleceu em São Pedro do Itabapoana a partir de 1858. Dotado de uma inteligência das mais refinadas, contudo verbalizava críticas bem humoradas, com tinturas acidulantes. Zuleica era irmã de Marieta, também do magistério. Quando do golpe civil e militar de 1964, ela ouviu na voz do Brasil o nome de um ex-aluno dela que tinha sido preso. Por coincidência era um dos meus primos. Foi até a minha casa, e avisou-nos.

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