Psicanálise, psicologia e medicamentos (Por Roney Moraes)

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Por Roney Moraes

Psicanalista, Teólogo, Jornalista

“A ciência não é uma ilusão, mas seria uma ilusão acreditar que poderemos encontrar noutro lugar o que ela não nos pode dar”, Sigmund Freud.

Você é psicanalista? Estuda psicologia e já atende? Receita medicamentos? Estas são três perguntinhas frequentes que respondo com toda a serenidade: Sim, sim e não. Vou explicar…

Após concluir minha primeira graduação, pude fazer a formação em Psicanálise, que é um método psicoterapêutico que teve origem no século XIX, com o médico austríaco Sigmund Freud.

A clínica psicanalítica busca algo além de uma “cura”, a transformação da pessoa, a partir da compreensão dos seus problemas. O paciente fala tudo que vem à cabeça; cabe ao psicanalista interpretar de forma incisiva o que ele quis dizer inconscientemente, ajudando-o no autoconhecimento.

Alguns formadores afirmam que só quem foi analisado pode analisar seus pacientes. E, alguns cursos têm a duração de dois a três anos, tendo o profissional que continuar sua capacitação o resto da vida. É fascinante. Por isso é o meu primeiro sim.

Mas se já é psicanalista, por que estuda Psicologia? Muito bem, por que não? (retórica proposital, diga-se de passagem!). Já que me interesso pelos processos de investigação do inconsciente, acredito que me aprofundar na ciência que estuda o comportamento humano e seus processos mentais está dentro do meu conceito de lógica. Talvez se cursasse Agronomia poderia ser meio fora do contexto. Portanto, este é o meu segundo sim.

Para a terceira pergunta receio que um não bem substancial é o suficiente. Quem receita remédios são profissionais formados em medicina (salvos alguns casos especiais, como enfermeiros, homeopatas…).

Na verdade, o psiquiatra deve fazer o curso de medicina, mais três de residência. Poucos tratam casos só com terapia. O tratamento é feito, basicamente, com remédios. Por isso, um sonoro não para esta resposta.

Em síntese, a integração das experiências, decorrentes da prática psicoterapêutica psicanalítica e dos estudos acadêmicos em psicologia, me parecem contribuir muito no crescimento pessoal, intelectual e clínico. Resposta pronta!

TEXTO: Roney Moraes

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