Escritora lança livro de memórias e destaca o valor da luta e da família

Domingo, 14 de fevereiro de 2016, às 12h30.
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Na foto, a escritora Idenir Moffati em noite de autógrafos. Ao seu lado, o senhor Ozório Vicente Filho, o Ozorinho, personagem principal de seu livro que com suas memórias trouxe vida as palavras e letras.
 
 

Por Renata Mofatti

Foi na Quadra Poliesportiva da Associação Pestalozzi que a escritora e acadêmica da Academia de Letras de Mimoso do Sul Idenir Moffati lançou o seu primeiro livro em noite de autógrafos e coquetel que contou com a presença de amigos, familiares e acadêmicos na noite de sábado (13).

O livro, intitulado “Ozorinho – Uma História de Vida, Memórias de um Idealista”, é baseado nas memórias contadas por Ozório Vicente Filho, cunhado da escritora, lavrador e proprietário rural que formou uma família harmoniosa composta por sete filhos, seis noras, um genro, dezenove netos e cinco bisnetos.

Muitos não sabem, mas a criação do livro foi um pedido de Eugenia à escritora. Em seu leito de morte pediu que a irmã escrevesse um livro de memórias. Idenir ressalta que cumpriu o prometido, mesmo com lágrimas nos olhos se sente feliz pelo tempo agradável de convivencia, agradece o incentivo e sente eterna saudade.

“Ozorinho nasceu 1926, em São Pedro do Itabapoana, casou-se com a minha irmã Eugênia. Desce cedo sempre teve espírito de liderança e era muito preocupado em tirar os pais da condição de colonos. A duras penas e à custa de muito trabalho, em sociedade com o irmão José, consegue comprar uma propriedade de dois alqueires em Pedra Riscada. Ali conheceu Dr. Olimpio, que logo veio a ser um grande incentivador e amigo de seu progresso financeiro. Após essa conquista, as demais foram a aquisição da Fazenda São Domingos e Barra Mansa. Ao adquirir a Fazenda São Domingos, instalou seus pais na casa sede e ficou com uma casa de colonos. Como tinha mais experiencia e para não correr o risco de tirar qualquer vantagem do irmão, dividia o gado em lotes e pedia que o irmão escolhesse o que quisesse. Após a aquisição da Fazenda Barra Mansa, entenderam, ele e seu irmão José, ser a hora de fazerem a partilha. Algum tempo depois, com todos os filhos crescidos, mudou-se para o Casarão, em Muqui, onde reside até hoje”, conta a escritora Idenir Moffati.

Durante a leitura o leitor acompanhará a trajetória de um homem simples, de procedência humilde, cuja superação e conquistas servem de inspiração.

Na solenidade que contou com depoimentos emocionados de familiares também teve como grande destaque a homenagem prestado por Idenir Moffati e demais membros da Academia de Letras ao saudoso escritor Alci Vivas Amado, grande incentivador do livro e que escreveu a contracapa apresentando as peculiaridades da história. Lido pelo Coronel José Luiz Barros, a homenagem feita pela acadêmica Bárbara Salles em lembrança ao escritor Alci despertou lágrimas de saudade e admiração de familiares.

Sobre a autora:

Idenir Moffati Ozório nasceu no distrito de São Pedro do Itabapoana em 13 de abril de 1936. Casada com João Ozório há 55 anos. É professora aposentada.

Depoimento de Alci Vivas Amado (in memoriam) à Idenir Mofati na contracapa de seu livro:

“Humildemente parabenizo a autora Idenir Moffati Ozório, pelo reconhecimento da importancia do resgate e de valorização familiar: “História de Vida” em que Ozorinho, seu cunhado, torna-se protagonista, a pedido de sua irmã, Eugenia. Tomando parte de suas memórias, somam-se familiares e amigos, listados pela autora: podendo atestar o quanto o carisma do amor eleva a família. Idenir Moffati, conforma consta nos arquivos da ALMS, Academia de Letras de Mimoso do Sul, é uma cidadã digna e presente; atuante nos serviços voluntários da Comunidade Eclesial de Base onde reside. Professora aposentada, cuja vida dedica o bem comum. Tive oportunidade de tê-la como revisora em minhas provas, quando terminava o curso de ensino primário, década de 60. Embora não a conhecia.

“Ozorinho – Uma história de Vida – Memórias de um Idealista” é uma percepção de um jeito simples de ser sonhador; são várias as suas estradas caminhantes que se cruzam nas ações do dia a dia ao encontro da ética e moral. É interessante notar que os personagens são rostos de situações rurais, e que só poderia ter sido escrito por uma lutadora em favor da educação e da unidade dos grupos em que ela participa. Ler essa recordação é um ato de aprender, o que será benéfico por todo o tempo”. (Alci Santos Vivas Amado – Acadêmico da ALMS).

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