Meus heróis morreram (de overdose) – Por Roney Moraes

Dark graveyard with headstone that reads "R.I.P."

“Não são as ervas más que afogam a boa semente, e sim a negligência do lavrador”, Confúcio.

Por Roney Moraes

Teólogo, Jornalista e Psicanalista

Como construir uma reflexão isenta sobre o que nos atormenta? Torna-se passional qualquer opinião baseada numa “facada nas costas”. As eleições estão chegando e os arremessadores miram, sem dó nem piedade, em nossas fraquezas, anseios, aspirações… Por isso acreditamos nos “salvadores da pátria de chuteiras”, que, como o Chapolin Colorado, surgem do nada e nada resolvem também.

Suas armas (as facas) são promessas com dois gumes. Um lado é a palavra e o outro a ação (que me parece sempre estar enferrujado). Só tem um fio nessa meada. Aliás, dois é um número interessante. A “Liga da Justiça” sempre aparece inteira no biênio para acabar com os vilões que comprometem a segurança, educação, saúde e assistência social. Sim, os “bandidos” são previsíveis. Atacam sempre a mesma coisa.

Já chega. Meus heróis morreram ou, se depender do poder público, vão morrer de overdose. Os inimigos (da segurança, educação, saúde e assistência social, como já disse) são os que estão no poder. Se não, são aliados aos malfeitores, mutantes e alienígenas. Funcionários públicos metade humano e morcego (favor não confundir com o Batman). Uns são mais robustos e podem transformar-se em antas (o maior mamífero das Américas).

Vou dar um exemplo claro, apesar de não ver um cisco de luz no fim desse túnel: um alienígena (só pode) abduziu toda a documentação da Associação de Apoio Terapêutico Reviver (AATR) dentro da Prefeitura Municipal de Mimoso do Sul. São supervilões. Têm o poder obscuro do teletransporte de objetos alheiros e importantes.

Aliados à “burrocracia”, estes maus elementos possuem uma arma destruidora, o gavetão. Parece que produz algum tipo de buraco negro misturado com bomba H, pois é na hora mais tênue que a improbidade acontece.

Pela segunda vez (olha que em mandatos e prefeitos diferentes) a documentação da Casa Reviver desaparece nos “gavetões” da administração quando ela está prestes a receber recurso para compra e, com isso, melhoria do sítio sede da unidade de tratamento e recuperação de dependentes químicos.

Parece que nossos “heróis” não querem salvar as pessoas. É melhor do jeito que está. Assim, não vai faltar promessa para próxima campanha.

Claro que a incompetência cai no colo do gestor, afinal quem nomeou o “morcego” que não sabe e não viu ou a “anta” que “engoliu” a papelada como se fosse leite (porque deve estar no cargo público só para mamar) foram os prefeitos. Os dois. O de antes e a de agora. Em Mimoso é assim. O povo tem sempre duas opções no pleito (ia dizer peito, mas seria pejorativo e daria a conotação de mamata): seis ou meia dúzia.

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