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Mesmo sem a duplicação da BR 101, pedágio não vai cair

Terça-feira, 27 de Outubro de 2020 às 05:47

Por Redação in Foco
Segunda-feira, 24 de julho de 2017, às 17h10.
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FONTE: A Gazeta

Prevista em contrato assinado no ano de 2013, a duplicação da BR-101 não será realizada. Segundo a ECO 101, concessionária responsável pelas obras as dificuldades afetaram o contrato que não há como recuperar o atraso.
Um dos maiores problemas para o atraso é a concessão da licença ambiental relacionadas as desapropriações e a crise econômica.

Segundo a concessionária as dificuldades iniciadas continuam iguais e a redução do tráfego reduziu em cerca de 25%. Tentando resolver o problema, a concessionária elaborou e apresentou um estudo a ANTT para propor um conjunto de obras que substituirá a duplicação prevista.

Até a proposta ser aprovada pela ANTT, a concessionária se propõe a continuar fazendo a manutenção da rodovia, concluir a recuperação da pavimentação – já foram feitos 350 quilômetros e faltam 120. Teria ainda que terminar as obras do contorno de Iconha e de trechos onde as obras de duplicação foram iniciadas.

Na avaliação da Eco101, a mudança proposta não significa uma mudança no contrato e sim uma repactuação, um novo arranjo do cronograma de investimentos

Mudança

Pelo estudo da concessionária, os 475,9 km da BR-101 foram divididos em 51 subtrechos. Todos receberiam algum tipo de obra, mas cinquenta deles foram considerados críticos, regiões onde o tráfego é emperrado por conta de condições da pista. Eles seriam alvo da construção de terceiras faixas que facilitariam as ultrapassagens, evitando que caminhões, por exemplo, segurem a fluidez do tráfego.

Somadas, estas terceiras faixas representam 58 km. Hoje, a rodovia no estado possui 48 quilômetros de faixas adicionais. Estes pequenos trechos seriam distribuídos de Norte a Sul. Por exemplo, entre a divisa com a Bahia e São Mateus seriam construídas terceiras faixas em cinco pontos; outros onze pontos entre São Mateus e Serra; e outros 14 pontos entre Viana e a divisa com o Rio de Janeiro.

Em alguns desses pontos ocorre um maior número de acidentes, como a região do Seringal, entre Viana e Amarelos, em Guarapari. Outro exemplo é o trecho entre João Neiva e Ibiraçu.

Os novos investimentos focam ainda na construção de cinco novos contornos para retirar o trânsito urbano da rodovia. Vão ser construídos, em São Mateus, Linhares, Ibiraçu, Fundão e Rio Novo do Sul. Além destes, seria concluído o que já está em andamento, em Iconha, previsto no atual contrato.

Consta ainda da proposta a realização de obras no Contorno de Vitória, com a construção de 13 quilômetros de vias marginais interligando o trecho de Cariacica até o trevo com a BR-262, em Viana. Seriam implantados ainda viadutos em desnível e mais 11 passarelas.
Obras, segundo Hanke, que ajudariam a resolver os gargalos da rodovia, “Hoje a BR 101 não exige o nível de duplicação, em toda a sua extensão. Ela seria feita no futuro, nos pontos onde houvesse demanda”, assinala.

Mesmo sem duplicar, pedágio não cai

A mudança nas obras previstas para a BR 101 – onde não mais será realizada a duplicação – não vai significar uma mudança no pedágio pago pelos usuários nas sete praças existentes na rodovia.

O valor da tarifa tem relação com o que será aplicado em obras pela concessionária ao longo do contrato.

Com a reprogramação das obras, acrescenta, vão ser feitos investimentos não previstos anteriormente no contrato. Ele se refere aos cinco contornos que foram incluídos na proposta apresentada para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), nas cidades de São Mateus, Linhares, Ibiraçu, Fundão e Rio Novo do Sul.

A nova divisão proposta pela concessionária – em 51 partes – permite um levantamento mais detalhado do tráfego e das peculiaridades e características de cada ponto.

Números

R$ 550 milhões
Maio/2014 a maio/2017
Valor arrecadado com o pagamento de pedágio nas sete praças.
R$ 3,2 bilhões

Obras
Valor previsto no contrato para ser investido em obras, pela concessionário, ao longo dos 25 anos do contrato.
R$ 600 milhões
Maio/2013 a maio/2017

Valor investido na restauração de pista antiga, sinalização, construção de 8 passarelas, drenagem, construção de 23 quilômetros de ruas laterais e obras do Contorno de Iconha.
R$ 280 milhões
Maio/2013 a maio/2017

Investidos na operação da rodovia e no serviço de emergência aos usuários.

Fonte: Eco101

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