Religião

Padre Ériton comemora 50 anos de sacerdócio e convida população para evento

Sábado, 18 de Novembro de 2017 às 15:40

Por Redação in Foco
Quinta-feira, 26 de outubro de 2017, às 15h46
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Por Redação In Foco

 

No próximo domingo (29), às 10h00, Mimoso do Sul vai celebrar os 50 Anos de Vida Sacerdotal do Padre Ériton Luiz Cortart Nery.

O evento religioso e social será realizado no Ginásio de Esportes de Mimoso do Sul com muita alegria e convite destinado a toda população para comemorar o “Jubileu de Ouro”.

O Site Mimoso In Foco publica uma entrevista cedida por Padre Ériton ao Departamento de Comunicação da Diocese de Cachoeiro de Itapemirm, na qual ele conta sobre sua decisão de se tornar Presbítero, lembranças da infância, revelando o que gosta de fazer nos momentos de lazer, além do convite especial para a comemoração dos seus 50 anos de sacerdócio.

Departamento Diocesano de Comunicação: Padre Eriton, dia 29 de outubro o senhor completa 50 anos de vida sacerdotal. Quando o senhor sentiu que deveria seguir na vida religiosa? Como se deu o início desta caminhada?

Padre Eriton Luiz Cortat Nery: Eu cursava o científico (antigo ensino médio) com desejo de ser médico. Era em Alegre que estudava. Iria fazer 18 anos. Fiquei doente, com Paratifo. Fiquei em casa acamado e com febre muito alta. Os médicos de Guaçuí não descobriram o que eu tinha, ficando 30 dias de cama. Então pedi ao meu irmão Claudio que me trouxesse caneta e papel e que assim, entregasse a Dona Maria Luiza, minha mãe. O que eu havia escrito? “MAMÃE, QUERO SER PADRE!”

Com muita pressa correu para o meu quarto abraçando-me e dizendo-me: “Que bom meu filho! Mas fique sabendo que as portas da nossa casa estarão sempre abertas. Vou falar com o seu Pai – Thomas – e entrar em contato com Pe. Acácio Valentim”. Padre Acácio era filho daquela região de Guaçuí e ocupava na Diocese de Vitória a coordenação do Seminário Menor. E assim foi feito.

Entrei em agosto de 1959, no dia dedicado a Santa Rosa de Lima. Seis meses passados no seminário menor, e em dezembro daquele ano 13 seminaristas seriam escolhidos para estudar no Seminário Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte (bairro Gameleira). Gostei muito de Belo Horizonte e do seminário.  Cursando três anos de Filosofia e quatro anos de Teologia no Seminário atual PUC (Universidade Católica de Minas). Na época, o Arcebispo Dom João de Rezende Costa e o Bispo Auxiliar Dom Serafim como reitores do seminário.

DDC:  E sua infância Padre, do que o senhor tem saudade? Sua família imaginava que o senhor seguiria a vida sacerdotal?

Padre Eriton: Como criança tenho saudade da fazenda do meu avô Luiz Felipe Cortat e da avó Ormezinda. Dos lírios brancos que cultivava. Maravilha da criação. Esse meu avô materno dizia sempre: “Eu ficaria feliz se você fosse padre!”

DDC:  São 5 décadas de devoção e dedicação à Igreja Católica, em especial à Diocese de Cachoeiro de Itapemirim. Algumas pessoas dizem ser um dom, algo natural, outras que é uma resposta ao chamado de Deus. Com toda a experiência que o senhor adquiriu ao longo desses anos, ser um Sacerdote é um dom, é um chamado de Deus ou um pouco dos dois?

Padre Eriton: Deus nos chama e nós devemos responder. Se dissermos sim, não podemos olhar para trás, mas devemos ao longo da preparação no seminário discernir a vocação pessoal.

DDC:  Durante nossa juventude, costumamos nos imaginar futuramente em inúmeras áreas e seguimentos, como policial, esportistas, médicos, área inclusive que o senhor iria seguir como contou acima. O Ériton Luiz Cortat Nery é feliz e realizado como Sacerdote?

Padre Eriton: Como padre posso louvar a Deus, pelo dom da criação, e fico feliz por isso. “Que maravilha, como Deus é bom, que maravilha”. Deus é muito bom por se lembrar da gente com tanto carinho e colocar tudo aos nossos pés.  “Não sou o menino do dedo verde” mais gostaria de ser.

DDC: Padre, o senhor tem uma caminhada muito bonita em nossa Diocese de Cachoeiro, tendo vivido uma infinidade de experiências. Teria alguma história, ao longo destes 50 anos, que lhe marcou e vem à mente do senhor agora? Um abraço, um obrigado, um testemunho?

Padre Eriton: Um não, mas o testemunho de pessoas humildes e simples. Herdei esta terra, do meu pai, e algumas pessoas me chamam de “dono dela”, mas prefiro ser chamado de o cuidador dela.

DDC:  Mesmo sendo uma figura tão conhecida, teria alguma curiosidade sobre o senhor que poucos sabem? Um hobby ou algo que o senhor goste de fazer?

Padre Eriton: Gosto muito de acampar, tomar banho de cachoeiras, ver o sol e a lua nascendo ou se pondo. Basta perguntar ao Padre Marone.

DDC: Se o senhor tivesse que resumir em uma frase a sua trajetória nestes 50 anos, como ela seria?

Padre Eriton: Deixar por onde passei ou vivi, marcas de amor, carinho, ternura e muita alegria e paz.

DDC: Padre Eriton, o senhor tem algum agradecimento que gostaria de fazer?

Padre Eriton: Agradeço a todos, pois agradecer é próprio de quem recebe e eu sempre soube receber o simples e o rico, o preto e o branco, o vermelho e o amarelo, o culto e o iletrado.

DDC: Padre, obrigado pela sua atenção e deixamos aqui que o senhor convide toda a comunidade de nossa Diocese para a Celebração do seu Jubileu de Ouro, que acontece no próximo domingo.

Padre Eriton: Venham, venham, venham todos! Serão recebidos com muito amor. Dia 29 de outubro de 2017, às 10:00 horas, no Ginásio Municipal de Esportes de Mimoso do Sul. Uma alegre celebração de Ação de Graças, Dom Dario presidindo a celebração, concelebrada pelos sacerdotes e por mim, juntamente com familiares, amigos e amigas, todos se abraçarão. E depois disso, almoço para todos!

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