Política

Subir no palanque dos outros dá cadeia

Quinta-feira, 22 de Outubro de 2020 às 02:59

Por Redação in Foco

cadeia

A Operação Derrama, orquestrada, sem dúvida, gênero, número e grau, pelo alto escalão do Governo está limpando a área para as eleições de 2014. Quase todos (para não dizer todo o mundo) que foi preso têm algum ou já esteve sob a tutela do ex-governador e potencial candidato ao Senado Paulo Hartung (PMDB).

Essa dedução tem como base o executor das prisões, a Polícia Civil, que é subserviente à Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, onde no topo da pirâmide senta o governador Renato Casagrande (PSB).

A corrida eleitoral começou um ano antes atingindo, em cheio e, no peito um dos aliados de Hartung, o deputado Theodorico de Assis Ferraço (DEM). Eles brigavam, trocavam farpas, mas, no fim, um tolerava o outro e, como diz um amigo, assim caminhava a humanidade… Quem não quer o grupo de Paulo Hartung zanzando pelo estado é Renato.

Provavelmente, ele deve apoiar João Coser (PT) para a única vaga ao Senado Federal no ano que vem e desestabilizar os pilares de PH é o começo do verdadeiro derramamento de sangue e suor que acontece nas campanhas eleitorais.

Quanto a Ferraço, mesmo com tudo isso que aconteceu com sua imagem e mulher, mostrou que tem aço nas veias políticas, e ainda não demonstrou emoções para se eleger. Seu ‘slogan’ sempre foi a fé e a raça, mas, outra amiga sempre diz isso, aliás, é título de sua coluna, cá entre nós, Theodorico não é de ferro.

A prisão de sua mulher, ex-prefeita de Itapemirim e inúmeras vezes primeira dama de Cachoeiro de Itapemirim, conhecida pelo assistencialismo aos menos favorecidos e acostumada a aparecer nas colunas sociais, se viu estampada nas páginas policiais dos principais veículos de comunicação do estado. Fim da linha para quem retirou os trilhos de Cachoeiro.

Que as chuvas de verão derramem sobre as cabeças de nossas lideranças políticas estratégias que tangem a esfera em que se encontram. É comum no Brasil essa “mistureba” envolvendo judiciário, legislativo e executivo num só pacote de intrigas para fins eleitoreiros… Não estou dizendo que os culpados por desvios não devem ser punidos. Claro que sim, mas aproveitam uma ação para criar uma situação de desgaste. Se bem que muitos traidores merecem. Principalmente militantes, digo isso de Paulo Hartung, que não respeitam e muito menos seguem as orientações partidárias.

No Espírito Santo, agora, subir no palanque dos outros dá cadeia.

 

TEXTO: Roney Moraes 

Jornalista, psicanalista, professor e articulista membro da ACL

 

* As opiniões contidas nesta coluna são de responsabilidade do autor.

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