História de Mimoso

Década de 50: Os comércios (Por Mariza Pires Mofati – In Memoriam)

Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2018 às 14:32

Por Redação in Foco

Prédio antigos na Rua da Estação década de 50

Por Mariza Pires Mofati (Professora aposentada)

In Memoriam

O Mimoso In Foco apresenta uma viagem nos comércios de Mimoso em tempos muito distantes através de uma imaginária “Máquina do Tempo”.

Vamos embarcar nessa?

Certa vez, meu filho Renato chegou com usa imaginária Máquina do Tempo e me falou: “Mamãe, vamos dar um passeio através dos tempos?”. No principio, tive medo, mas ele me acalmou: “É só apertar um botão e “zás”, já chegaremos aos anos 50”. 

Então, convidei minhas colegas e minha irmã para fazer esta viagem e como ele falou, num minuto nos transportou ao passado.

Passeando com as colegas Leatrice, Ana, Nilda, Leninha e Helenice, minha irmã, vamos observando tudo. Começamos nosso passeio pela Rua da Serra. Aqui é a padaria do Sr. Israel Itaboray, onde são feitos pães franceses, italiano, mineiro, pão tatu, e o famoso pão Congalha, etc.

Um pouco a frente o armazém do Sr. João Melo. Andando mais, a padaria do Sr. Felipe, com deliciosos sabores, principalmente o pão tatu.

Perto do Campo Independente, a vendinha do Sr. Lourenço e do Sr. José Coimbra. Agora estamos passando perto da casa da Dona Brígida, que neste momento está confeccionando um lindo bolo de noiva e saborosos docinhos que só ela sabe fazer.

Jardim da estação e morro ao fundo - Década de 50

Jardim da estação e morro ao fundo – Década de 50

Ao lado do armazém do Sr. Euclides Melo dos Santos, que além de secos e molhados, também vendia uma variedade de artigos de vidro, como licoreira, fruteiras, copos, compoteiras, lampiões, etc.

Agora estamos em frente ao armazém Violeta do Sr. Chaquibe Tomé, com um movimento fora do comum: caminhões descarregando mercadorias, tropas chegando para comprar mercadorias e levar para a roça, fregueses chegando e saindo, e o Sr, Chaquibe atendendo a todos cantarolando e sempre sorrindo com seu cigarro na boca, era torcedor apaixonado pelo Botafogo do lado da Alfaiataria do Tio Antonio. Era um lugar sempre alegre, pois tio Antônio e tia Noêmia trabalhavam sempre cantando ou assobiando.

Andando um pouquinho chegamos na loja do Sr. Cirilo. Tinha muitas variedades de tecido, linhas para bordar, lãs, fitas, e etc.

Mais a frente à farmácia do Sr. Elias Minassa, em frente o armazém e bar do Sr. Alexandre Belloti, quem trabalhava com ele é seu filho Silvio, muito alegre e brincalhão. Dona Adelina é quem faz os doces, rosquinhas fritas e broas, paramos para comprar cocada baiana.

Andando um dez passos chegamos à padaria do Sr. Valdemiro Itaboary, onde além de vender muitas novidades em massas, faz a melhor rosca baroa da cidade. Perto da padaria, uma garagem do Sr. José Lopes que alugava bicicletas para as crianças e jovens passearem.

Nossa Praça década de 50 (2)

Nossa Praça década de 50

A seguir, a venda do Sr. Alberto que vende bananas, laranjas, verduras, pirulitos, balas de chupetinha, pés de moleque, etc. Ele também consertava sombrinhas e guarda chuvas como ninguém. Do lado, a venda do Sr. José.

E o nosso passeio continua, agora estamos perto do açougue do Sr. Ary, que é uma pessoa alegre que tem muitas amizades. De noite reúne amigos para jogar baralho, inclusive papai e tio Antônio. Agora estamos passando perto da pensão Moura. Em frente à loja do Nicolau Nassur que vende panelas e tecidos um senhor entrou na loja para comprar uma chaleira, quando Sr. Nicolau pegou para embrulhar, tinha uma cobra dentro! Ele jogou a chaleira na rua, com a cobra e tudo, enquanto uns rapazes com pedras e pedaços de pau conseguiram matá-la. O homem desapareceu e nunca mais foi visto. Agora estamos perto da venda do pai do Albano, e agora, passando pela ponte, onde tem uma rapaziada sobre as placas de ferro para mergulhar no rio, que está bem cheio devido às chuvas.

Do lado, o cine Glória e o bar do seu Alfeu (Bar Vitória). Atravessando pelas linhas de trens, vemos o Banco Ribeiro Junqueira, o gerente é o Sr. José Resende.

A seguir o armazém de café do Sr. Leonardo Duarte, a farmácia do Sr. Cristovam Lima Pinto, o bar do Sr, Alexandre Soares, a loja dos irmãos Michael e Arribe Cheibub, o armazém e bar do Sr. Nalza Murah.

Do outro lado da rua a estação que é muito movimentada com a chegada e saída de trens. Agora acabou de chegar o noturno que segue para o Rio e o expresso com destino a Cachoeiro e cruzamento é feito em Mimoso.

Prosseguindo o nosso passeio, estamos passando em frente os armazéns do café do Sr. De Biasi.
A seguir a sapataria e selaria do Sr. Darcy Pires. Do lado a relojoaria do Sr. Ernes Cheibub. A Casa Faria dos irmãos Jorge e Calil Kafuri. O hotel Mimoso fica em frente a relojoaria do Sr. Amim Yazegi.

Do outro lado da rua, o armazém do Senhor Hercílio Rocha. A alfaiateria do Sr. Irineu, a barbearia do Sr. José Canarinho, a farmácia do Sr. Neco, a casa Simão. Do outro lado da rua a venda do Sr. Jacó Yazegi onde vendia variedade de doces Sirius e brasileiros.

Um pouco mais a frente, um posto de gasolina. Agora estamos passando pela ponte e chegando a Arca de Noé dos irmãos Demétrio, Michael e Jorge Noé. É uma grande loja de muitas variedades e não perde em nada para as lojas de Cachoeiro.

Em seguida, o bar do Sr. Velasque, perto o bar Guarani do Sr. Brasil, um pouco mais frente a loja do Sr. Naguib Abriam, depois a farmácia do Sr Luiz de Freitas.

O bar do Sr. Otávio, a casa Franklin e o armazém do Sr. Willian Moreira e a seguir a nova Morena. E a seguir, o armarinho do Sr. Melem , Mais a frente o armazém do Sr. Alexandre Turra, e a venda do Sr. Satiro.

E bem mais próximo a loja do Sr. Jorge Gazul, no fim da Rua da Pratinha, a padaria de um dos Barulk.

Como já é tarde e estamos cansados de andar, falei para as colegas que o Renato já estava nos chamando para voltar para a “Máquina do Tempo” e voltar para o ano de 2014. Demoramos um pouco mas valeu a pena a visita. Quem sabe Mimoso, eu possa te ver de novo como antigamente, nem que seja em minhas lembranças?!?

Tchau e até breve!

TEXTO: Mariza Pires Mofati

ARQUIVO FOTOGRÁFICO: Renato Pires Mofati

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